Análise do condicionamento acústico em salas de aula do Campus Palmas, do IFTO

Felipe Araújo Cavalcante, Liliane Flávia Guimarães da Silva

Resumo


As escolas e universidades se configuram como locais em que as pessoas passam boa parte do dia e as atividades que lá são desenvolvidas, geralmente, requerem voz falada. Estes dois fatores determinam a necessidade de uma adequação acústica, de forma que a saúde seja preservada e que a execução das atividades seja realizada de maneira satisfatória. O objetivo deste artigo foi analisar o condicionamento acústico das salas de aula do Campus Palmas, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, de forma a defini-las como adequadas ou não para as atividades docentes (voz falada) e com base nisto propor uma intervenção corretiva quando necessária. Para alcançar tal objetivo, foram calculados os tempos de reverberação para cada padrão de sala, conforme normatização brasileira. Os tempos de reverberação ideais, recomendados pela literatura especializada, foram os parâmetros qualitativos a serem atingidos e os valores calculados foram comparados com estes. Os resultados obtidos apresentaram, em muitos casos, valores superiores a 2s. Estes tempos se distanciaram muito dos ideais, explicitando uma inadequação. Foram propostas intervenções com base na inserção de materiais absorventes nas superfícies, obtendo-se assim uma melhora considerável no condicionamento acústico das salas. Os tempos de reverberação obtidos após as intervenções foram satisfatórios, uma vez que se aproximaram do que se considerou ideal (1,05s e 0,7s). Ao final do estudo, pôde-se perceber que a acústica nas edificações é um parâmetro qualitativo que é por vezes negligenciado e que trabalhos como este servem para detectar estas negligências e propor soluções eficazes.

Palavras-chave: Condicionamento acústico. Conforto acústico. Inteligibilidade da fala. Salas de aula. Tempo de reverberação.


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Referências


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