Análise do uso e ocupação da terra aplicada ao diagnóstico físico-conservacionista - DFC - da Bacia Hidrográfica do Rio Água Suja, Tocantins - Brasil

Danilo Saraiva de Brito, Emerson Figueiredo Leite

Resumo


A degradação dos recursos naturais é resultado de causas naturais, mas também de ações humanas. Estas últimas são as que causam maior impacto e, por isso, responsáveis pelos acelerados processos de degradação física dos recursos, atingindo especialmente as coberturas vegetais e o solo. As causas antrópicas de degradação da cobertura vegetal são identificadas geralmente em práticas e técnicas inapropriadas de uso e ocupação da terra, refletindo em uma segunda degradação, a dos solos. Por trás dessas práticas e técnicas, existem ações de políticas públicas e empresariais que se articulam pressionando a ocupação e o uso da terra. O enfoque deste trabalho refere-se à aplicação dos indicadores (parâmetros) potenciais de proteção da cobertura vegetal do solo, propostos pelos pesquisadores venezuelanos do CIDIAT/MARNR. Esses indicadores fazem parte do diagnóstico físico-conservacionistas - DFC -, e têm o objetivo de avaliar o quadro ambiental na perspectiva do grau de semelhança entre a cobertura vegetal atual e a cobertura vegetal original - CO -, e o grau de proteção da cobertura vegetal atual - CA - fornecido ao solo da bacia hidrográfica do Rio Água Suja. Por meio da análise de geoprocessamento, foram construídas as bases de uso e ocupação da terra utilizada na análise da dinâmica da paisagem e nos indicadores CO e CA do DFC, que apresentou como resultado 69% de proteção de cobertura vegetal.


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