Participação comunitária na gestão das áreas de conservação
estudo de caso do Parque Nacional de Maputo
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2241Palavras-chave:
Cogestão, Conservação da biodiversidade, Governação participativa, Parque Nacional de Maputo, Participação comunitáriaResumo
A participação comunitária constitui um dos pilares da governação sustentável das áreas de conservação, por promover o envolvimento das comunidades locais na conservação da biodiversidade e na utilização sustentável dos recursos naturais. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a participação comunitária na gestão do Parque Nacional de Maputo, tendo como estudo de caso a comunidade de Gueveza. Adotou-se uma abordagem qualitativa, recorrendo ao estudo de caso como estratégia metodológica. A recolha de dados compreendeu pesquisa bibliográfica e documental, observação direta e entrevistas semiestruturadas realizadas com o administrador do Parque Nacional de Maputo e 29 residentes da comunidade de Gueveza, selecionados por amostragem não probabilística, intencional e por acessibilidade. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo e da triangulação das informações. Os resultados evidenciam que a participação comunitária ocorre por meio dos Comités de Gestão Comunitária, das consultas comunitárias e da repartição de benefícios; contudo, permanece limitada pela reduzida influência das comunidades na tomada de decisão, pelos conflitos homem-fauna bravia, pela insuficiente capacitação dos atores locais e pela limitada transparência na gestão dos benefícios. Conclui-se que o fortalecimento dos mecanismos de participação comunitária é essencial para promover uma governação mais inclusiva, conciliando a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.Downloads
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