Representações sociais de velhice por crianças do Ensino Fundamental I em Salvador
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2306Palavras-chave:
Ensino Fundamental, Infância, Intergeracionalidade, Representações sociais, VelhiceResumo
Este estudo apresenta dados de pesquisa cujo objetivo foi compreender as representações construídas por crianças de escolas públicas e privadas em Salvador, em relação à velhice, suas relações com pessoas idosas e com a própria velhice futura. Trata-se de pesquisa exploratório-descritiva de abordagem qualitativa. Participaram 19 crianças do 5º ano do Ensino Fundamental I, com idades entre 10 e 11 anos. Apoiou-se na Teoria das Representações Sociais para compreensão dos dados produzidos a partir dos procedimentos: Questionário sociodemográfico, Grupo focal (com brincadeira adaptada) e entrevistas individuais semiestruturadas. Dados foram analisados utilizando a Análise Temática. Entre as crianças da escola privada, a velhice foi representada como “alcançar certa idade”, desgastes e declínio; pessoa idosa como portadora dos sinais visíveis da velhice e heterogênea em razão de preferências pessoais. Respeito foi a principal representação de interação com idosos e suas velhices futuras apontadas como saudáveis, autônomas e produtivas. Na escola pública, velhice foi representada como acúmulo de tempo de vida, desgastes e declínio, e pessoa idosa como portadora de sinais externos do envelhecimento, contudo heterogêneas conforme distintos contextos prévios de vida. Respeito e ajuda instrumental foram as representações que descrevem suas interações e velhice futura indicada como saudável, tecnológica e de personalidade agradável. Tais representações revelam tanto a observação da diversidade da velhice — mesmo na presença de alguns estereótipos — quanto podem indicar uma negação do envelhecimento influenciada por representações predominantes e conteúdos midiáticos, sinalizando a necessidade de maior atenção à velhice como tema em programas educacionais.Downloads
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