Violência doméstica e intergeracionalidade
um estudo com mulheres e homens atendidos na rede pública de Curitiba
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2367Palavras-chave:
Construção do conhecimento, Entrevista em grupo, Intergeracionalidade, Perspectiva sistêmica, Violência domésticaResumo
Esta pesquisa investiga o processo de construção da situação de violência doméstica, entre mulheres e homens, na relação conjugal. Discute a importância de os serviços públicos desenvolverem estratégias de intervenção que possibilitem aos usuários o acolhimento por outras mulheres e homens com experiências similares. Fundamentando-se na teoria sistêmica e construtivista, tem como objetivo geral investigar de que forma a perspectiva familiar e intergeracional contribui para a compreensão e ressignificação dessa vivência. Este artigo faz parte da tese que desenvolveu um estudo qualitativo e análise de conteúdo de narrativas construídas com oito ex-casais heterossexuais. Apresenta como instrumento da metodologia a entrevista em grupo, selecionada por facilitar o compartilhamento das experiências, a socialização do conhecimento tácito e a construção coletiva de conhecimento sobre o tema. Nas entrevistas em grupos separados, mulheres e homens expressaram que a reaproximação com a história da família contribuiu para o autoconhecimento, para a reafirmação da sua identidade, do próprio valor e do valor da família, além de possibilitar a abertura para novos significados para a vivência da violência conjugal. Como resultado metodológico, a pesquisa traz a proposta para o resgate da história e das forças da família, para mulheres e homens em situação de violência doméstica, como uma forma possível de intervenção para a rede pública.Downloads
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