Literatura sob controle
o romance 1984 em perspectiva crítica
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2317Palavras-chave:
1984, George Orwell, Literatura, Totalitarismo, Romance modernoResumo
O presente trabalho analisa o papel da literatura em contextos totalitários a partir do romance 1984, de George Orwell, investigando de que modo a obra representa a literatura e a linguagem como instrumentos simultâneos de dominação e resistência. O estudo parte da compreensão do romance como forma estética oriunda da modernidade, marcada pela cisão entre sujeito e mundo, e examina como essa ruptura se materializa na trajetória do protagonista Winston Smith, cuja interioridade entra em conflito permanente com a realidade opressiva imposta pelo Partido. A pesquisa também analisa os mecanismos discursivos presentes na obra, como o socing, o duplopensar e o novofalar, evidenciando como o controle da linguagem atua na fabricação de subjetividades, na manipulação da memória e na naturalização da submissão. Os resultados demonstram que a literatura, mesmo sob ameaça e instrumentalização ideológica, preserva potência crítica, ao expor as contradições da modernidade e tensionar as estruturas de poder. A pesquisa possibilita compreender como 1984 confirma o romance como a forma privilegiada para narrar a experiência histórica da opressão, reafirmando a literatura como espaço de resistência simbólica, de preservação da memória e de formação da consciência crítica.Downloads
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