Potencial natural à erosão e evolução das perdas de solo na bacia hidrográfica do Arroio Quebrachinho (1992-2022)
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2069Palavras-chave:
Conservação do solo, Erosão hídrica, Modelagem espacial, Uso e ocupação da terraResumo
A erosão hídrica é uma das principais formas de degradação do solo e da água. Modelos matemáticos que identificam as áreas mais suscetíveis a esse tipo de degradação podem auxiliar no planejamento do uso da terra e identificar a necessidade de adoção de práticas conservacionistas. O presente estudo teve como objetivo mapear as áreas com potencial natural à erosão e avaliar a evolução das perdas de solo na bacia hidrográfica do Arroio Quebrachinho, nos anos de 1992, 2002, 2012 e 2022, por meio de técnicas de geoprocessamento. Os fatores da Equação Universal de Perda de Solo (EUPS) foram obtidos a partir de bases de dados governamentais de domínio público, ao passo que o fator topográfico (comprimento e inclinação de rampa) foi derivado de Modelos Digitais de Elevação (MDE) do sensor ALOS PALSAR, com resolução espacial de 12,5 metros. Ao longo do recorte temporal, cerca de 90% das perdas de solo foram classificadas como “nenhuma” ou “ligeira”. A discreta elevação percebida na série histórica pode estar associada à expansão das áreas de lavouras temporárias, principalmente aquelas cultivadas com soja. O avanço das áreas antropizadas resultou na diminuição da classe “Formação Campestre”, a qual apresentou retração de 23,1%. As áreas mais suscetíveis às perdas de solo foram aquelas de maior declividade, porém 70% da área total da bacia foi classificada nas faixas “muito baixo” e “baixo”. Ainda que haja predomínio de baixos níveis de suscetibilidade à erosão, na maior parte da bacia, a implantação de práticas conservacionistas é necessária para a redução de impactos negativos ao solo e à água, visando à sustentabilidade desses recursos naturais.Downloads
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