A construção da vibrante múltipla, em palavras cognatas, por estudantes brasileiros de espanhol

Mayza Rosângela de Oliveira Duarte, José Rodrigues de Mesquita Neto

Resumo


Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a construção da vibrante múltipla em palavras cognatas dentro da interfonologia português brasileiro (PB) – espanhol como língua estrangeira (ELE). Dessa forma, buscaremos responder a seguinte pergunta: de que maneira emergem os róticos, em palavras cognatas, envolvendo o PB e o ELE produzidos por estudantes brasileiros? Temos como hipótese básica que a construção mais próxima da gramática fonológica da língua estrangeira (LE) se dá com maior grau de influência em palavras cognatas devido à aproximação lexical existente entre os idiomas. Ademais, a frequência de ocorrência também será um fator determinante. Essa pesquisa é de cunho quali-quantitativo, de corte transversal e quase-experimental. Tivemos como corpus a gravação de áudios de 4 alunos em formação, realizados por meio de 3 experimentos, um referente ao PB e dois ao ELE. Os resultados indicaram que o som emergente dos róticos no experimento do PB, nos contextos analisados, é o som fricativo. Em relação aos experimentos do ELE, a vibrante simples emerge com maior força no momento de fala livre. Além disso, no tipo fonotático Onset em início de palavra, a vibrante múltipla é predominante enquanto que em palavras com RR em posição intervocálica e <n,l,s> + R houve um maior número de realizações da vibrante simples.


Palavras-chave


Discentes. Interfonologia. Róticos. Espanhol como língua estrangeira. Português brasileiro.

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DOI: http://dx.doi.org/10.47236/2594-7036.2020.v4.i3.188-203p

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