Raza, sexualidad y performatividad
notas para una interpelación de la Teoría Queer
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2042Palabras clave:
Anterioridad de la raza, Doble performatividad, Estudios transviados, Habitus de razaResumen
Este artículo busca articular una teoría de las disidencias sexuales y de género que considere no solo el género y la orientación sexual, sino también la raza, ya que en Brasil y otros contextos colonizados, la raza es la base de la experiencia de la abyección. Este trabajo es eminentemente teórico. Utilicé como presupuestos teórico-metodológicos y conceptuales la Teoría Queer, especialmente la Teoría de la Performatividad, y el estudio realizado por Berenice Bento, que demostró que, en contextos colonizados, y especialmente en el contexto brasileño, las personas negras esclavizadas fueron tratadas con base en la abyección. Este artículo también mostró, a partir de un análisis historicista, que las bases racistas presentes en el período colonial persistieron después del fin de la esclavitud y del período colonial. A partir de esto, demostré que los estudios transviados deben considerar la anterioridad del marcador racial, ya que existe, como legado de la esclavitud, un "habitus de raza". Además, propuse que las personas negras LGBTQIA+ se ven afectadas por una doble performatividad, racial y de género, mientras que las personas blancas se ven afectadas únicamente por la performatividad de género. Dicho esto, está claro que laraza es un marcador anterior a otros marcadores sociales, y que es esencial que los estudios transviados estén constituidos por esta presencia previa.Descargas
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