Análise da fragmentação florestal em bacia hidrográfica no sul do Espírito Santo
um estudo com o Amazonia-1
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.1904Palavras-chave:
Classificação supervisionada, Monitoramento ambiental, Sensoriamento remoto, Satélite, Uso e cobertura da terraResumo
A expansão agropecuária, a urbanização e outras atividades antrópicas têm intensificado a fragmentação das paisagens naturais nos biomas do Brasil. No Estado do Espírito Santo, a Mata Atlântica remanescente encontra-se sob forte pressão. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o grau de fragmentação florestal em uma bacia hidrográfica do córrego Horizonte, Espírito Santo, utilizando imagens do satélite Amazonia-1. A região de estudo está presente no município de Alegre, conta com 13,17 km² de área e apresenta altitudes variando entre 120 e 680 m, com clima representado “Cfa”. Para o estudo, foram utilizadas duas imagens em nível de processamento L4, correspondendo ao período seco e outra do período chuvoso. Para realizar a classificação supervisionada das imagens, foram feitas amostragens utilizando imagens do Google Satélite como suporte, identificando classes de Fragmentos Florestais e Outras classes. Para o procedimento, foi utilizado o classificador de imagens do plugin Dzetsaka. Os resultados de área média de Fragmentos Florestais foram de 4,89 km², correspondendo a 37% da bacia, enquanto para outras classes encontrou-se 8,20 km² de área. Para identificar a qualidade da classificação, calculou-se o índice Kappa, obtendo resultados de 0,73 e 0,68 para imagens do período de estiagem e período chuvoso, respectivamente. Desta forma, é possível concluir que a aplicação do sensoriamento remoto, juntamente com imagens WFI do satélite Amazonia-1 e classificação supervisionada de imagens, foi caracterizada como “muito boa”.Downloads
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