Crédito rural e bioeconomia

por que o Norte do Brasil recebe menos recursos do Pronaf?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2135

Palavras-chave:

Agricultura familiar, Bioeconomía, Crédito verde, Políticas públicas, Sustentabilidade

Resumo

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), instituído em 1995, é reconhecido como a principal política pública de crédito voltada à agricultura familiar no Brasil. Em 2020 foi instituída a linha de financiamento denominada Pronaf Bioeconomia, que visa financiar investimentos em práticas produtivas sustentáveis, incorporando assim, a bioeconomia às políticas públicas de crédito para agricultura familiar. Nesse contexto, reconhecendo o potencial bioeconômico da Amazônia Legal Brasileira, a presente pesquisa busca investigar fatores que explicam a baixa destinação de recursos do Pronaf Bioeconomia para a região Norte do país. Para tanto procedeu uma revisão da literatura de natureza narrativa acerca do tema, a partir de vinte e uma pesquisas publicadas entre 2019 e primeiro trimestre de 2026. Os resultados apontam que, em linhas gerais, o Pronaf privilegia a especialização produtiva e a produção de commodities, sobretudo no Sul e Sudeste brasileiro, além disso, historicamente, as linhas verdes dentro do programa, têm exercido um papel secundário. Nessa esteira, o cenário de baixa penetração da linha de bioeconomia no Norte do país, menos de 1% dos contratos em 2023, não deve ser compreendido como uma limitação isolada, mas como uma expressão das restrições estruturais do próprio sistema de crédito rural brasileiro e do próprio Pronaf. Por fim, a pesquisa aponta alguns fatores regionais específicos que ajudam a entender tal fenômeno, tais como: a dificuldade de emissão de títulos de terra; déficit de assistência técnica especializada e a estrutura dos contratos de financiamento.

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Biografia do Autor

Dára Beatriz Vieira de Sousa, Instituto Federal do Tocantins

Mestranda em Engenharia Civil e Ambiental pelo Campus Palmas, do Instituto Federal do Tocantins. Palmas, Tocantins, Brasil. Endereço eletrônico: darabeatriz5440@gmail.com. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-4243-9703. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3572120046856638.

Vinicius Souza Ribeiro, Instituto Federal do Tocantins

Doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Tocantins. Professor permanente do Mestrado Profissional em Engenharia Civil e Ambiental do Instituto Federal do Tocantins e do Doutorado e Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins. Professor colaborador do Mestrado Profissional em Administração Pública da Universidade Federal do Tocantins. Palmas, Tocantins, Brasil. Endereço eletrônico: vribeiro@ifto.edu.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6003-7356. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5388726026450444.

Clauber Rosanova, Instituto Federal do Tocantins

Doutor em Ciências do Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins.  Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico vinculado ao Núcleo Docente Estruturante do curso de Bacharelado em Zootecnia do Campus Palmas, do Instituto Federal do Tocantins. Palmas, Tocantins, Brasil. Endereço eletrônico: clauber@ifto.edu.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6772-1505. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7972192734326864.

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Publicado

01-09-2026

Como Citar

SOUSA, Dára Beatriz Vieira de; RIBEIRO, Vinicius Souza; ROSANOVA, Clauber. Crédito rural e bioeconomia: por que o Norte do Brasil recebe menos recursos do Pronaf?. Revista Sítio Novo, Palmas, v. 10, p. e2135, 2026. DOI: 10.47236/2594-7036.2026.v10.2135. Disponível em: https://sitionovo.ifto.edu.br/index.php/sitionovo/article/view/2135. Acesso em: 3 set. 2026.

Edição

Seção

Artigo Científico