Impactos cumulativos no licenciamento ambiental federal brasileiro
análise e perspectivas a partir da Lei nº 15.190/2025
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2146Palavras-chave:
Avaliação de impacto ambiental, Cumulatividade, Legislação ambiental, Lei geral do licenciamento ambiental, Licenciamento ambientalResumo
Este artigo examina a incorporação da Avaliação de Impactos Cumulativos (AIC) no licenciamento ambiental federal brasileiro, com foco na Lei nº 15.190/2025. Parte-se do problema da limitada definição normativa da cumulatividade no ordenamento federal, historicamente tratada como atributo descritivo dos impactos ambientais, sem consolidação de parâmetros metodológicos e técnicos. A pesquisa, de natureza qualitativa, combina análise documental e análise lexical, examinando a base normativa federal anterior e posterior à nova lei, com o objetivo de identificar permanências, avanços e lacunas no tratamento da cumulatividade. Foram analisadas leis, resoluções do Conama, portarias ministeriais e o texto final da Lei nº 15.190/2025, à luz da literatura especializada. Os resultados indicam que, apesar da ampliação do escopo do EIA/RIMA, não houve incorporação sistemática de instrumentos estruturantes para AIC, como a definição de Componentes Ambientais e Sociais Selecionados (CASS), delimitação espacial e temporal e integração entre múltiplos projetos. Conclui-se que os impactos cumulativos permanecem formalmente reconhecidos, mas não consolidados como diretriz operativa no licenciamento ambiental, o que limita a capacidade do sistema de enfrentar múltiplas pressões ambientais acumuladas no tempo e no espaço.Downloads
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