Proeminência facial em aplicativos de relacionamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.1862

Palavras-chave:

Comunicação não verbal, Proeminência Facial, Tinder

Resumo

Os aplicativos de relacionamento vêm ganhando cada vez mais espaço na busca pelo parceiro ou parceira ideal, com isso, seus usuários buscam sempre passar a melhor imagem de si através de suas fotos e da descrição utilizada em seus perfis. Nesse sentido, este estudo teve por objetivo avaliar o padrão de fotos utilizadas por usuários do Tinder. Conforme a apresentação dos resultados e do cruzamento de dados com outras pesquisas da área, observou-se um padrão de comportamento relacionado a esses usuários, no qual o fenômeno chamado face-ism se faz presente em quase todas as fotos. Em uma comparação entre os gêneros, observa-se que os homens tendem a apresentar maior índice de proeminência facial e as mulheres, maior índice de proeminência corporal, contribuindo para a possibilidade de que os homens sejam identificados por qualidades cerebrais ou mentais, enquanto as mulheres por qualidades emocionais ou corporais. Contudo, essa equação se altera conforme as idades avançam, e é quando as mulheres apresentam maiores índices de proeminência facial que os homens.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Isabela Moro Nascimento, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professora de Psicologia na Universidade Norte do Paraná. Londrina, Paraná, Brasil. Endereço eletrônico: isamoroo@gmail.com. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6153-8355. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5472852717457657.

Sandro Caramaschi, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Doutor em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Bauru, São Paulo, Brasil. Endereço eletrônico: sandro.caramaschi@unesp.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5001-0256.  Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4257800787252890.

Referências

ARCHER, Dane; IRITANI, Bonita; KIMES, Debra; BARRIOS, Michael. Face-ism: five studies of sex differences in facial prominence. Journal of Personality and Social Psychology, Washington, v. 45, n. 4, p. 725-735, 1983. DOI: https://doi.org/10.1037/0022-3514.45.4.725.

BOLIN, Göran; SKOGERBØ, Eli Age, generation and the media. Northern Lights: Film & Media Studies Yearbook, v. 11, n. 1, p. 3-16, 2013. DOI: https://doi.org/10.1386/nl.11.1.3_2.

BURGOON, Judee; GUERRERO, Laura; MANUSOV, Valerie. Nonverbal communication. New York: Routledge, 2021. DOI: https://doi.org/10.4324/9781003095552.

COMTE, Auguste. The positive philosophy. Traduzido por Harriet Martineau. Sunrise, FL: AMS, 1987.

ELLISON, Nicole; HEINO, Rebecca; GIBBS, Jennifer. Managing impressions online: self-presentation processes in the online dating environment. Journal of Computer-Mediated Communication, v. 11, n. 2, p. 415–441, 2006. Disponível em: https://academic.oup.com/jcmc/article/11/2/415/4617726. Acesso em: 9 nov. 2025.

FEIXA, Carles; LECCARD, Carmem. O conceito de geração nas teorias da juventude. Revista Sociedade e Estado, v. 25, n. 2, p. 187-210, maio/ago. 2010. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5529/5020. Acesso em: 27 jul. 2022.

FRY, Hannah. A matemática do amor: padrões e provas na busca da equação definitiva. São Paulo: Alaúde, 2014.

HALL, Edward. The hidden dimension. New York: Doubleday, 1966.

MANNHEIM, Karl. O problema das gerações. Revista Española de Investigaciones Sociológicas, Madri, n. 62, p. 145-168, 1993.

MOTTA, Alda Britto; WELLER, Wivian. Apresentação: a atualidade do conceito de gerações na pesquisa sociológica. Sociedade e Estado, Brasília, v. 25, n. 2, p. 175-184, maio/ago. 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922010000200001.

NOVAES, Simone. Perfil geracional: um estudo sobre as características das gerações dos veteranos, baby boomers, X, Y, Z e alfa. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE GESTÃO DE PROJETOS, INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE, n. 7., 2018, São Paulo. Anais.... São Paulo: Singep, 2018. Disponível em: https://singep.org.br/7singep/resultado/428.pdf. Acesso em: 27 jul. 2022.

NUNAN, Adriana; PENIDO, Maria Amélia. Relacionamentos amorosos na era digital. São Paulo: Editora dos Editores, 2019. v. 1, cap. 2, p. 35-48.

NUNES, Everaldo. Duarte. The Presentation of Self in Everyday Life: biografia de um livro. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 28, n. 3, p. 761–774, jul. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/gF3zcnvNLjv3NRmFKMwddgL/?lang=pt. Acesso em: 10 nov. 2025.

PESQUISA indica quais as melhores fotos para usar em apps de relacionamento. O Estadão, São Paulo, 2017. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,pesquisa-indica-quais-as-melhores-fotos-para-usar-em-apps-de-relacionamento,70001745869. Acesso em: 21 dez. 2021.

PEREIRA DA SILVA, Viviane Vedovato; CARAMASCHI, Sandro; SARTORI, Maria Márcia Pereira. Relações entre proeminência facial nas fotos do Orkut e o perfil dos usuários. Interação em Psicologia, Curitiba, v. 15, n. 2, p. 229-239, dez. 2011. DOI: https://doi.org/10.5380/psi.v15i2.17266.

PRIELER, Michael; KOHLBACHER, Florian. Face-ism from an international perspective: gendered self-presentation in online dating sites across seven countries. Sex Roles, v. 77, n. 9, p. 604-620, 2017. DOI: https://doi.org/10.1007/s11199-017-0745-z.

SANTOS, Sheila Cavalcante. Tinder: uma etnografia sobre encontros, socialidades e experimentações de si. Mana, Rio de Janeiro, v. 27, n. 2, p. 1-31, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1678-49442021v27n2a206.

SORANZO, Alessandro; BRUNO, Nicola. Comunicação não verbal em selfies postadas no Instagram: outro olhar sobre o efeito do gênero no ângulo vertical da câmera. PLoS ONE, v. 15, n. 9, 2020. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0238588.

TOLEDO, Priscilla Bassit Ferreira; ALBUQUERQUE, Rosa Almeida Freitas; MAGALHÃES, Ávilo Roberto. O comportamento da geração Z e a influência nas atitudes dos professores. In: SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA, n. 9, 2012, Resende. Anais.... Resende: AEDB, 2012. Disponível em: https://www.scirp.org/reference/referencespapers?referenceid=2254905. Acesso em: 27 jul. 2022.

VALADÃO JÚNIOR, Valdir Machado. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Revista de Administração Contemporânea, v. 8, n. 2, p. 243-243, abr. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rac/a/PBfKgZQK7gXPYd7PRKkVX3N/?lang=pt. Acesso em: 10 nov. 2025.

WELLER, Wivian. A atualidade do conceito de gerações de Karl Mannheim. Sociedade e Estado, Brasília, v. 25, n. 2, p. 205-224, maio/ago. 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922010000200002.

ZUCKERMAN, Marvin. Sobre o significado e as implicações da proeminência facial. Journal of Nonverbal Behavior, v. 10, n. 4, p. 215-229, 1986. DOI: https://doi.org/10.1007/BF00987481.

Downloads

Publicado

2026-01-02

Como Citar

NASCIMENTO, Isabela Moro; CARAMASCHI, Sandro. Proeminência facial em aplicativos de relacionamento. Revista Sítio Novo, Palmas, v. 10, p. e1862, 2026. DOI: 10.47236/2594-7036.2026.v10.1862. Disponível em: https://sitionovo.ifto.edu.br/index.php/sitionovo/article/view/1862. Acesso em: 11 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigo Científico