A desfolha artificial no milho
estresses bióticos e abióticos e seus impactos na produtividade
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.1880Palavras-chave:
Área foliar, Fonte-dreno, Zea maysResumo
O milho é uma das principais culturas agrícolas cultivadas no planeta, com amplo uso na indústria. A produtividade é fortemente influenciada por fatores ambientais e fisiológicos, principalmente durante o período reprodutivo, quando a planta se torna altamente sensível a estresses. Neste ponto, destaca-se a importância da área foliar, responsável pela realização da fotossíntese e pelo fornecimento de fotoassimilados aos órgãos de reserva, especialmente às espigas. Objetivou-se avaliar diferentes níveis de desfolha artificial, no estágio R2, no milho e seus impactos na produtividade. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso, com cinco tratamentos: testemunha (sem desfolha), desfolha do terço inferior, do terço intermediário, do terço superior e desfolha total. Foram avaliadas as variáveis: altura de inserção da espiga, comprimento e diâmetro da espiga, peso de mil grãos e produtividade. Os resultados indicaram que a desfolha total comprometeu completamente o desenvolvimento reprodutivo da planta, resultando em ausência de produção. As desfolhas no terço superior (3.488 kg/ha) e intermediário (2.925 kg/ha) também afetaram negativamente os componentes de rendimento, com quedas de aproximadamente 45% e 53,8%. Por outro lado, a desfolha no terço inferior (5.940 kg/ha) não apresentou diferença estatística em relação à testemunha (6.330 kg/ha), com redução de apenas 6,16% para a maioria dos parâmetros analisados. Conclui-se que a preservação da área foliar das partes superior e intermediária da planta é fundamental para o fornecimento de assimilados no enchimento dos grãos, assegurando maior produtividade.Downloads
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