Apropriação psicossocial de sistemas de produção flexível em organizações industriais
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.1907Palavras-chave:
Apropriação, Mudança organizacional, Produção flexível, Psicologia do trabalho, TecnologiaResumo
Esta pesquisa investiga como os trabalhadores se adaptam psicológica e socialmente a sistemas de produção flexíveis em ambientes industriais. O objetivo principal é compreender como os funcionários interpretam e ajustam suas práticas quando novas tecnologias de produção são introduzidas. Empregando uma abordagem qualitativa e crítica, fundamentada na psicologia do trabalho e na análise institucional, o estudo busca desvendar as dinâmicas individuais e grupais que surgem durante as mudanças tecnológicas. A coleta de dados envolveu entrevistas semiestruturadas, observações in loco em uma empresa metalúrgica de médio porte e análise documental. Os resultados revelam que a apropriação tecnológica vai além do mero treinamento técnico; ela abrange processos simbólicos de resistência, negociação e redefinição de papéis profissionais. Os estilos de gestão e o ambiente de trabalho como um todo influenciam significativamente o sucesso ou o fracasso dessas adaptações. O estudo conclui que a produção flexível, quando implementada sem oportunidades de diálogo e tomada de decisão compartilhada, frequentemente leva a tensões psicológicas e sociais que sufocam a inovação e o engajamento dos funcionários. Uma compreensão crítica desses processos é crucial para o desenvolvimento de políticas organizacionais que priorizem o elemento humano e a sustentabilidade do trabalho a longo prazo.Downloads
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