A condição humana no século XVIII
uma análise comparativa entre Voltaire e Luís Maria Grignion de Monfort
DOI:
https://doi.org/10.47236/2594-7036.2026.v10.2109Palavras-chave:
Condição humana, Igreja Católica, Iluminismo, Montfort, Século XVIIIResumo
Este artigo analisa a concepção de ser humano presente nas obras de Voltaire e de Luís Maria Grignion de Montfort, dois autores contemporâneos do século XVIII francês que representam perspectivas intelectuais opostas: o Iluminismo e a tradição católica. A pesquisa parte do contexto histórico do Antigo Regime, marcado por tensões sociais, políticas e religiosas, intensificadas pelas críticas iluministas à Igreja e à monarquia absolutista. A partir da obra Cândido, de Voltaire, identifica-se uma visão não essencialista do ser humano, compreendido como um ser moldado pela experiência, pela dor e pelas circunstâncias históricas, cuja resposta ética se baseia na ação prática e na responsabilidade individual. Em contraste, a análise do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de Montfort, revela uma perspectiva teológica e essencialista, na qual o ser humano é visto como criatura dependente da graça divina, marcada pelo pecado e orientada à salvação por meio da devoção e da mediação mariana. Por fim, o estudo demonstra que, apesar das diferenças, ambos os autores reconhecem a fragilidade humana e propõem caminhos distintos para lidar com o sofrimento e a condição existencial: a ação racional e concreta, em Voltaire, e a fé e a submissão à vontade divina, em Montfort.Downloads
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